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quinta-feira, novembro 17, 2011

Riacho (...)


Depois de cavalgar por 15 minutos, sob um sol tímido, ouvindo Paula Fernandes no Iphone, encontrei um riacho maravilhosamente lindo. Não pude deixar de parar aqui, e sentar um pouco admirando essa natureza honrosa que Deus nos deixou como herança.

E sentada aqui, eu vi como a aguá se movimenta ligeiramente, se desviando das pedras e chegando de uma forma extremamente formosa e impecável até mim.
E acho que a vida é assim como essa água, sai da fonte e não para de jorrar, e não importa quantas pedras e pedregulhos encontre em meio á essa "viagem", TEM que se desviar, tem que dar um jeito de seguir em frente, por que a água...ela se movimenta ligeiramente, e ela não vai parar, pra esperar a pedra decidir sair dali.

Foto tirada pelo amigo e fotógrafo André Ferrera
E pensando assim, eu percebi...
Que não importa o quanto minha família pareça ser maluca, eu adoro ela, adoro fazer parte dessa arvore genealógica maluca que a minha família possui, afinal, nos momentos difíceis eles sempre estão do meu lado.
Que não importa o quanto meus amigos me magoem, no fim, na vida todo mundo magoa a gente vez em quando, e cabe a nós sermos menos severos, com o mundo, com as pessoas e com a gente. E os verdadeiros amigos, eles estarão lá na hora que eu sofrer uma desilusão amorosa, me sentir vulnerável e achar que o mundo esta desabando sobre mim, então preciso mantê-los por perto.
Que não importa amar o amor, se muitas vezes eu distrato tal sentimento. 

Que eu amo cada detalhe da minha vida, e que se não fosse as muitas pedras que encontro em minha caminhada, eu não teria aprendido tão bem a me desviar delas e chegar onde eu quero intacta e de cabeça erguida.
E que mesmo que ás vezes eu brigue com aquela pessoa, e a odeie com todas minhas forças por alguns momentos, eu sempre vou esperar que no fim ela esteja lá, intacta, de braços abertos esperando o momento do qual eu estarei madura o bastante pra reconhecer meus erros.
E que talvez nesse exato momento sentada aqui, se você me visse não me reconheceria, e eu não me importo com isso, eu sigo naturalmente em meus devaneios, por que nem eu mesma me entendo, como poderia eu exigir que alguém nesse mundo me entendesse. Que nesse momento sentada aqui, vendo o cavalo a beber água eu pareça não caber em nenhum rótulo que a sociedade costuma por nas pessoas. E eu não ligo pra isso, não me importo, aliás... Já me importei tanto, passei minha infância toda tentando me encaixar, e mesmo que eu andasse com uma multidão em volta de mim, sempre me senti deslocada, e descobri que meu lugar é exatamente aqui (ou aí, seja lá onde eu estiver), e sim, podem me rotular de doida, maluca.
Eu prefiro me encarar como a espontânea, da qual pouco se importa de como você vai me rotular, aquela que fala o que sente e que tem medo, medo da vida acabar e ela não ter feito tudo o que ela sempre quis fazer. E a sua opinião não importa qual seja, sempre vai ser indiferente pra ela, e ela vai seguir em frente se desviando de tudo aquilo que a impede se tornar realizável.

Eu não sei em que parte do texto me perdi, e nem sei ao certo o por que eu sentei aqui pra escrever, mas nesses últimos dias algo me incomodava, e se eu não escrevesse eu me perderia, e se eu me perdesse eu perderia a chance de ver a arte da natureza ao vivo me deixando em estado de êxtase, e me fazendo perceber o quanto eu amo a vida e a arte de viver!

Fim

Prii Barbosa

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