Casa vazia, ela sempre esta, mas hoje, não sei, ela esta bem mais do que sempre (cenário perfeito pra essa escuridão que hoje habita em mim), caminho até a cozinha pra buscar uma xícara com leite, e me lembro que era pra você estar aqui, e entre bilhões de coisas que você poderia ter se tornado, você escolheu logo ser saudades, e entre os mil sentimentos expostos numa prateleira cuidadosamente pra mim escolher, eu escolhi logo, te amar.
Por instantes eu quis incessantemente que estivesse aqui, eu nem queria exigir nada, eu só queria colo, o SEU colo. Ligo o DVD e ele estava pausado na nossa música, me senti como aquela menininha de 5 anos, medrosa, tola, insegura, carente. Onde foi que nossas mãos se soltaram? Em que parte do caminho nos desviamos? Será que eu vou te reencontrar? Como fica nossas juras de amor, nossos sonhos? (Ou sonhos que só foram meus?)
E me pego tentando entender o por que não deu certo, eu te amei tanto...Talvez eu deveria mesmo é ter dado importância á aquela frase que dizia "O amor não é suficiente..." Não é, não foi, nunca foi. Não pra você, não com a gente. E nesse momento eu sinto meus sonhos sendo esmagados por uma realidade cruel da sua ausência e indiferença. Sigo com a minha xícara até o quarto ouvindo aquela musica que um dia chamamos de "nossa" e hoje eu chamo de "minha". Com uma vontade incalculável de derramar mais uma lágrima por você, me olho no espelho e vejo em meus olhos um brilho seco da pupila dilatada, e refletido nela eu vejo sua imagem, e me lembro que a nossa foto ainda esta lá, intacta na parede, como se você fosse voltar um dia, como se tivesse feito uma longa viagem e um dia desses fosse aparecer aqui, com as malas cheia, me enchendo de afago e me fazendo sentir segura mais uma vez, me salvando desse pesadelo de viver uma vida sem a sua presença.
Me encosto na parede ao lado da janela e sem nenhum pingo de vontade de tomar aquele leite, que ainda esta intacto na xícara, fico olhando a chuva passar. Implorando pra Deus levar minha dor junto com ela... Ou pra assim que ela acabar, você encostar o carro aqui em frente, com aquele sorriso de sempre, me dizendo que ainda me ama e que veio me salvar de mim mesma. (Volta, que eu te cuido e não te deixo morrer nunca mais.)
Prii Barbosa
"A saudades fará mais por nós dois, que o nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência"
(C.F.A)

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